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Surfar com pranchas diferentes: Como isso pode impulsionar sua evolução no surf?

Atualizado: 21 de mar.

"Como evoluir no surf?" É a pergunta que ecoa em todo surfista. Em um dos episódios do nosso podcast, levantamos a questão: Você surfa com pranchas diferentes da sua prancha mágica? Se não, saiba que essa simples mudança pode impulsionar significativamente sua progressão nas ondas. Quer descobrir como? Continue lendo!



No episódio 4 do podcast "Fique ON", os surfistas Kito e Cris, do Hostel Ohanalu Surf House e Museu do Surf de Itanhaém, discutiram as inúmeras possibilidades de picos sem crowd no litoral sul de São Paulo, entre outros temas.



A conversa logo se voltou para um tópico polêmico: usar ou não pranchas diferentes. Cris compartilhou a experiência de um amigo que o fez repensar sua perspectiva e, consequentemente, ajudou a elevar seu nível como surfista. “Eu tenho um amigo de longa data que quebrava nas antigas. Ele era aquele cara que, em qualquer oportunidade, estava no mar, até nos intervalos do trabalho. Ele tinha uma particularidade: ele ia sem prancha. Ao chegar no pico, ele pedia para fazer uma ‘meia horinha’, como costumava dizer. Dessa forma, ele surfava com qualquer prancha que tinha. O importante era não perder a chance de pegar umas ondas.” A partir desse relato, surgiu o debate sobre quantas pranchas diferentes cada um já experimentou na vida.


Em nossa página do Instagram, um membro da nossa comunidade destacou: “No século passado (antes dos anos 2000, rs) li um artigo do Joel Tudor que mudou minha abordagem - e minha prática - onde ele comparava o surf à pintura. Ele afirmou que surfar com o mesmo tipo de prancha é como um pintor usando apenas um pincel. Foi então que minha curiosidade foi despertada para surfar com diferentes pranchas. Quanto mais diversas, melhor!” - Luciano Travassos.


Outro comentário que reforçou essa ideia foi: “Experimentamos várias pranchas com conceitos diferentes, o interessante é que cada novo conceito é como se estivéssemos aprendendo novamente, sempre em busca de novas experiências, além da emoção, é claro.” - Chico.


Retomando ao episódio, o diretor e fundador da Fique Off, Gabriel Gomes, adicionou: “A evolução só ocorre quando enfrentamos desafios.”


O debate nas redes sociais continuou, e um shaper da TBS Surfboards compartilhou: “Como shaper, sempre em busca da melhor performance que cada prancha possa oferecer para cada surfista, dentro do nível técnico de cada um, surfar constantemente com a mesma prancha (na maioria das vezes) e trabalhar com base nela para projetar o quiver e continuar evoluindo na performance é um caminho muito utilizado e também eficaz. Por outro lado, surfar com pranchas diferentes e/ou alternativas me trouxe de volta à essência do surf. Parei de criar expectativas que muitas vezes levavam à frustração. Agora, levo 2 ou 3 pranchas no carro e surfo/me divirto em qualquer condição. Além disso, cada prancha tem algo novo para explorar, seja acertando uma manobra, ajustando o estilo, pegando mais ondas na sessão ou apenas fluindo e saindo satisfeito.”



Mas, arriscar usar uma prancha nova quando o tempo é limitado ou não? Se você tem poucas oportunidades para surfar durante a semana, talvez tenha menos liberdade de escolha. Sugerimos selecionar uma prancha de acordo com as condições previstas para o surf. Monte um quiver com pelo menos 3 pranchas: um pranchão (podendo até ser um funboard), uma pranchinha para ondas mais pesadas e possivelmente uma fish progressiva, que funcione tanto em ondas pequenas quanto em intermediárias. Apesar dessas serem boas opções, não se prenda apenas a elas. Com o tempo, experimente diferentes tipos de rabeta, bordas, materiais e designs, pois isso certamente contribuirá para sua evolução.


Preciso comprar uma prancha de cada modelo existente? Se você tiver os recursos e espaço necessários, sim. No entanto, se deseja experimentar o maior número possível de modelos diferentes, recomendamos alugar pranchas. Mas como evitar pranchas danificadas ou os temidos 'tocos'? Isso depende do destino escolhido.

Outra opção é pedir emprestado uma prancha diferente ao seu shaper e, se gostar, encomendar uma igual. Por fim, você pode seguir a dica do amigo de Cris e pedir emprestado no próprio pico.



Como escolher a prancha certa? Existem duas possibilidades: escolher o modelo com base nas condições do mar ou no estilo de surf desejado. Mas lembre-se, seja um surf mais clássico ou progressivo, o importante é estar no mar e aproveitar o surf em todas as suas formas.


E você, tem se desafiado o suficiente para destravar seu surf ou tem sido seu próprio obstáculo?

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